Feed do eFlog portalosaber http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber Feed com as últimas 10 atualizações do eFlog portalosaber. pt-br http://files.eflog.net/sobre/portalosaber.jpg portalosaber http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/ APAIXONE-SE QUANDO ESTIVER PRONTO, NÃO QUANDO ESTIVER CARENTE http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347326 por Pamela Camocardi Em sua origem semântica, a palavra paixão representa sofrimento. Pathos, do grego, e passio, do latim, significam suplício, tortura. Na prática, o sentimento consegue ser mais cruel do que essa definição. O ato de se apaixonar pode ser uma das experiências mais incríveis experimentadas pelo ser humano, caso o final seja feliz, claro. Sentimos uma sensação única, a felicidade é plena, o mundo se transforma no lugar mais perfeito e tudo parece possível de ser realizado. Ao chegar nesse estado, a pessoa mais sensata perde a razão e deixa o sentimento tomar as rédeas das situações. "Não há diferença entre um sábio e um tolo quando estão apaixonados. (George Bernard Shaw) 8dbd6a042a7f61afb04327616ff89481.jpg Quem já se apaixonou intensa e profundamente, conhece o perigo que é viver o sentimento. Ficamos saudosos, vulneráveis, expostos e sensíveis. Perdemos o bom senso das ações, não nos preocupamos com as consequências e ficamos à deriva das decisões alheias:"mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões"(Shakespeare).Porém, como todo fogo apaga, o lado negativo da paixão aparece quando, ao acabar o encanto só resta a sensação de um sentimento que imutável e cansativo. Drummond em "Perturbação" escreveu: Quando estou, quando estou apaixonado/Tão fora de mim eu vivo/Que nem sei se estou vivo ou morto/Quando estou apaixonado. A arte imita a vida, fato. E na literatura as paixões não seriam apresentadas de forma diferente. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Cleópatra e Marco Antônio, Páris e Helena de Troia, Anna Karenina e Vronsky, Victor Hugo e Juliette Drouet, Ana de Assis e Dilermano, são exemplos de personagens que, movidos pela paixão cega, não mediram as consequências para ficarem juntos. As histórias de romance vocês conhecem, os finais trágicos também. Apaixonar-se é um verdadeiro paradoxo. Há quem defenda o sentimento e há quem o compare a um veneno dado em doses homeopáticas. Graciliano Ramos, por exemplo, considerava a paixão uma necessidade vital:"comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões." Para Oscar Wilde, estar apaixonado era traçar um caminho de erros:"quando alguém está apaixonado, começa por enganar-se a si mesmo e acaba por enganar os outros. É o que o mundo chama romance" (Oscar Wilde). Voltaire defendia o sentimento como base de vida, para ele a paixão representava o equilíbrio entre o bem e o mal: "paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas." Enfim, como ainda não inventaram um colete à prova de paixões, sugiro que escolha suas paixões a dedo. Apaixone-se por alguém diferente. Alguém que volte para se reconciliar depois de uma briga, indiferente de quem esteja certo. Alguém que saiba o valor de uma boa conversa, que goste de ler e que queira estar ao seu lado. E, como dizia Rachel Lindsay: "Aprenda a amar os defeitos e apaixone-se pelas qualidades". Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 17:09:06 A MARGINALIZAÇÃO DA CULTURA CIGANA http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347321 por Millene Lima Por que um povo tão colorido e cheio de vida é tão marginalizado? IMG_2371.JPG A mescla de culturas presentes no Brasil é uma de nossas maiores riquezas, porém muitas vezes essa riqueza é ignorada ou até mesmo marginalizada. Aprendemos desde crianças os costumes de nossa sociedade, e mesmo que de geração em geração os costumes mudem singela ou drasticamente, a marginalização de culturas é uma das coisas mais difíceis de se extinguir. Os ciganos que há tantos anos chegaram em nosso país têm uma cultura riquíssima, saberes acerca de remédios naturais, danças, canto, artesanato, histórias de luta e determinação, pergunto-me então, aonde estão aqueles que deveriam zelar para a perpetuação saudável da cultura? Aonde estão os ciganos que residem nas cidades que não enxergamos? Lhes respondo, estão escondidos. Os dentes de ouro que são considerados por muitos uma extravagancia começaram a fazer parte da cultura cigana quando forçados pela sociedade a migrarem de um lugar para outro por não serem aceitos onde chegavam os colocavam e assim podiam troca-los por comida caso não conseguissem pagar a próxima refeição, as roupas tão características que fazem os olhos de muitos brilharem não servem de armadura quando com vestes mais simples porém não menos fáceis de identificar são seguidos em supermercados ou barrados em estabelecimentos cotidianos como restaurantes. Por que um povo tão colorido e cheio de vida é tão marginalizado? Por que não se ouve falar sobre suas lutas e conquistas tão árduas? O diferente nos assusta, criamos um medo inconsciente de perdermos nosso lugar, somos ensinados nas escolas a sermos uniformes, padronizados. Mascaram como disciplina, mas faltam marcar-nos com códigos de barra para que saiamos prontos para seguir o que ditam. Aqueles que fogem ao padrão são automaticamente um perigo para o sistema, e quando atacam um sistema, por mais que não seja o ideal, aqueles que nele estão inseridos lutam batalhas infindas para manter a ordem tal qual como a conhecem. Somos então produto do meio? Aceitamos o que a nós é imposto e impomos a outros sofrimento por não se encaixarem nas formas que são distribuídas a torto e a direito... Pobres ciganos por terem que lidar com nossa ignorância, pobre de nós que não enxergamos nossas deficiências apáticas. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 16:49:24 OBRIGADA POR NÃO TER DESISTIDO DE MIM http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347317 por Sílvia Marques Quando o tema é um amor não correspondido não existem caminhos fáceis nem indolores. Sim, tudo gera dor. Tudo nos deixa meio despedaçados. E entre a intolerável decisão de ficar ou partir , despencamos em inúmeros abismos. atame.jpg Cena do filme Atame Em geral, quando precisamos insistir demais em uma relação, sofremos muito. Em muitos casos, se precisamos insistir é porque a relação não flui e se não flui, não vale a pena. Mas como a vida é cheia de poréns e para toda regra há alguma exceção, em alguns casos, esperar , insistir pode valer a pena sim. E muito. Cabe a cada um decidir até onde vai a sua disposição para esperar , para insistir, para tentar reverter a indiferença em algum sentimento, para reverter algum sentimento em amor. Cabe a cada um decidir se aquele amor compensa o esforço, a expectativa , a possibilidade de uma sequência infinita de nãos ou de um sim sem convicção. Um sim meio mole pode ser bem pior do que um não pois fornece uma falsa esperança, fornece um amor esmigalhado, uma relação fadada a conflitos constantes que desembocarão num desfecho cheio de mágoa. Talvez, pior do que um não, seja um sim dado da boca para fora. Algumas vezes, quando estamos carentes ou queremos simplesmente esquecer ou ferir quem nos desprezou, dizemos sim a alguém. Mas lá no fundo, sabemos que a coisa não tem futuro e ao tentarmos nos enganar, enganamos o outro por tabela. Cabe a cada um ouvir o próprio coração e descobrir se tem forças para suportar as investidas sem sucesso num amor aparentemente impossível. Para alguns lutar é muito complicado e doloroso, por isso preferem desistir. Para outros , o grande ato de coragem é parar de lutar e entender que aquela história precisa receber um ponto final. Quando o tema é um amor não correspondido não existem caminhos fáceis nem indolores. Sim, tudo gera dor. Tudo nos deixa meio despedaçados. E entre a intolerável decisão de ficar ou partir , despencamos em inúmeros abismos. Porém, quando alguém decide ficar e esperar, apesar dos pesares, contra as probabilidades, quando alguém decide manter o desejo vivo mesmo contra tudo e contra todos pode ser agraciado com a deliciosa surpresa de um sim no fim do túnel. Um sim de verdade. Um sim que teve tempo para se fortalecer pois não foi dado num impulso ou por algum tipo de pressão social. Sim, muitas pessoas podem dizer cheias de gratidão: Obrigada/obrigado por não ter desistido de mim. Obrigada/obrigado por ter esperado até eu perceber que eu também te amava. Obrigada/obrigado por ter me perseguido, por ter provocado o meu ciúme e o meu desespero até eu sair do meu estado de letargia. Obrigada/obrigado por ter me ferido até eu entender o que eu te causei e descobrir o que eu estava desperdiçando por covardia e ignorância". Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 16:27:13 O HOLOCAUSTO BRASILEIRO http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347316 por Ana Karoline Foram cerca de 60 mil vidas ceifadas, pessoas comparadas com lixo social, escórias, impuros desregrados, a margem da sociedade, portanto, era necessário segregá-los para manter a paz e a ordem social. O holocausto, foi um dos episódios mais horripilantes ocorrido em terras Brasileiras, recebeu esse nome por possuir características bem semelhantes aos do grande holocausto ocorrido nos tempos do nazismo. Dentro do grande hospital, mais conhecido como "colônia" havia espaço somente para 200 pessoas, porém estavam internados cerca de 5.000 mil pessoas. O hospício de Barbacena nos demostra com nitidez como a loucura foi tratada, e como os ditos loucos tiveram um tratamento desumanizado. A segregação levava o individuo a construir uma subjetividade com base na dor e no sofrimento. Vamos aprisionar a loucura, vamos encarcerar os não dotados de razão, vamos tirar de cena aqueles que em nada acrescentam, eram seres humanos , porém eram tratados como animais irracionais. manicomio_barbacena5.jpg Quem eram os internatos Foram cerca de 60 mil vidas ceifadas, pessoas comparadas com lixo social, escórias, impuros desregrados, a margem da sociedade, portanto, era necessário segregá-los para manter a paz e a ordem social. Jovens, crianças, doentes mentais, viciados, prostitutas, meninas que perderam a virgindade, eram levados ao grande hospital colônia nos vagões de um trem, mais conhecido como “trem de louco”, estima-se que cerca de 30% das pessoas que eram internadas não possuíam nenhuma especie de doença mental. Tratamento de choque Os internatos eram submetidos a tratamentos de choque, a relatos de que as descargas eram tão altas que derrubavam as a rede de energia do município. Alguns suportavam as descargas, porém outros morriam ali mesmo. Venda de corpos Nada ali se perdia as mortes eram diárias, ou morria de fome, ou de frio, ou de eletrochoques. Depois de mortos os internatos geravam lucros para o hospital, pois os corpos eram vendidos para as universidades de medicina. E quando os corpos não eram mais vendidos, eram decompostos em ácido no pátio do grande hospital, em meio a todos para que as ossadas pudessem ser vendidas e mais uma vez gerar lucros. Ratos viram alimentos A fome e a sede eram eminentes, muitos chegavam a morrer, porém para amenizar esse sofrimento, muitos se submetiam a situações deletérias. Ingerir água de esgoto, urina, e se alimentar de ratos e pombos, eram a fórmula que os internatos usaram para camuflar a fome. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 16:20:42 NÃO VOU SOFRER O QUE VOCÊ SOFREU, VOCÊ NÃO É EU http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347315 por Tico Menezes Não existe manual para superar os problemas. Existe você e como você quer que sua vida seja. Somos nossos próprios professores em algumas lições dessa escola. getby.png Aqui vai uma verdade sobre a vida: Você vai sofrer! E não tem problema nenhum nisso. Vai acontecer, sim, mas vai passar também. E vai te deixar mais forte, mais experiente, prevenido, ligeiro, esperto, resistente e outros adjetivos positivos. Vai acontecer e talvez não seja só uma ou duas vezes, talvez sejam vários sofrimentos, com diferentes tamanhos, cores, tempos, rostos, vozes, sentimentos e intensidades. Não tenha medo de sofrer, apenas conte o sofrimento como uma possibilidade. Assim como o sucesso e a felicidade nunca antes imaginada. Tudo é possível e tudo trará ensinamentos, fique em paz. E sabe o que será natural também? A sua vontade de ajudar outras pessoas que estão passando pelo sofrimento que você um dia passou. Assim como a sua vontade de prevenir que outros cometam os seus erros e sintam a dor que você um dia sentiu. E esse desespero em querer ajudar muitas vezes pode desencadear um sofrimento antecipado proveniente do seu tão nobre altruísmo. E você se pegará tentando ensinar os outros sobre um sofrimento que eles talvez nem vão ou nem precisem passar. Ou você se pegará sendo vítima do cuidado excessivo de alguém “mais experiente” que dirá que, para você crescer e não sofrer, precisa passar por algumas provações e sentir dores que cicatrizarão seu coração deixando-o mais forte. Você não “tem que” nada, você só tem que ser você, do jeito que sentir que é melhor. Então, ó, calma. Façamos um esforço para não empurrar o sofrimento para outras pessoas. Queremos ensinar, alertar e proteger aqueles que têm nosso afeto, mas nos esquecemos que somos diferentes, que o nosso sofrimento não será em nada parecido com o deles, assim como o daqueles que tentaram nos ensinar, alertar e proteger e acabaram intensificando nossos medos – de não ser bom o suficiente, de não superar as coisas com a mesma rapidez que eles superaram, de não se lembrar de tudo o que te foi dito. Há uma linha tênue entre ajudar e piorar a situação, é mais delicado do que imaginamos. Podemos estar aliviados por termos superado problemas grandes ou desesperados por não conseguir ver uma saída rápida do sofrimento que estamos enfrentando e, bem, não é fácil pensar com clareza em momentos assim. E tudo bem, não tem problema até então. O problema está em imprimir as dores de um corpo, um coração ou uma mente em outro corpo, outro coração e outra mente. Novamente, somos diferentes. E vai doer, mas não precisa doer tanto quanto dizem que dói, assim como pode não ser tão fácil para você quanto os outros disseram que seria. E você não precisa se sentir mais forte ou mais fraco do que ninguém, você só precisa enfrentar. E só quando o sofrimento chegar, está bem? Nem antes, nem depois. Espere vivendo, saiba que tudo vai chegar, mas vai passar também. Aqui vai outra verdade sobre a vida: Ela é sua e você vai ser exatamente quem nasceu para ser! Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 16:18:40 VAMOS FALAR SOBRE ANSIEDADE. EU SINTO, E VOCÊ? http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347314 por Raquel Rocha Este é meu segundo relato pessoal. Dessa vez quero discorrer sobre um transtorno que atinge 33% da população mundial (me incluindo, óbvio!). Ao contrário do que você pode estar imaginando, esse aqui não vai ser um artigo científico ou com um passo a passo de como se curar. Na verdade, espero que você não se identifique com nada do que será exposto. Mas, se você sentir qualquer resquício de semelhança, não se preocupe, é sinal de que você não está sozinho! black-and-white-person-woman-girl.jpg Há alguns dias, entre a minha rotina, livros, filmes e trabalhos da faculdade, consegui arrumar um espaço na minha vida para a ansiedade. Foi só uma brecha. Um deslize. Incrivelmente, com o tempo, quem sofre desse transtorno já sabe a forma pela qual ele se apresenta, mas nunca quando ele vai embora, de fato. Ou seja, sei que tenho facilidade para me sentir ansiosa, e sei quando ela começa afetar meu dia a dia e até meu organismo. Mas a questão é: nunca sei como evita-lá. Exercícios físicos, nada de preocupações, muita distração... Tudo parece muito simples, mas não é. A ansiedade é mais comum do que imaginamos. Só descobri isso depois que precisei de ajuda médica. Jovens entre 18 e 24 anos são mais propensos em adquiri-lá devido às mudanças que são frequentes nesse período: faculdade, relacionamentos, medos, dúvidas e sonhos. Então segue meu primeiro conselho: nunca peça para um ansioso ter calma. Ou melhor, pode até pedir, mas não espere que isso aconteça. Não fazemos por mal – eu juro! – mas ter ansiedade vai um pouco mais além do que simples dores de barriga. Por incrível que pareça, não tenho receio de falar em público, me saio muito bem apresentando seminários ou expondo ideias (aliás, sonho em dar uma palestra! ♥). Mas, apesar do nervosismo ser um sintoma frequente em pessoas que tem ansiedade, ela ocorre de forma mais profunda: vem através de preocupações em excesso com o futuro e com qualquer detalhe dele, com o medo de perder pessoas próximas, com a hipótese de sermos o centro das atenções em algum momento ou, com a menor possibilidade possível de falharmos em qualquer momento da vida. Somos excesso. Somos intensidade. Somos preocupados e exagerados. Mas também amamos na mesma proporção. Vale lembrar que a ansiedade, até certo ponto, pode ser vista de forma positiva, pois faz com que fiquemos mais atentos a tudo o que acontece ao nosso redor. Mas é fácil ultrapassarmos o limite: somos craques em chorar e enchemos copos e mais copos com lágrimas e ainda fazemos uma baita de uma tempestade em qualquer situação. Por isso, amigo, muita paciência com nós! Como se ainda não bastasse, isso atrapalha o nosso sono e, uma noite mal dormida vai resultar em um dia mal aproveitado. É como uma onda que vem firme e forte puxando pra ela todo o pouco que temos. É ruim, é difícil, mas faz um bem danado depois que passa! Claro, quando estamos no meio da névoa, é quase impossível enxergar ao nosso redor. Mas tentar vencer essa batalha me ensinou que preciso me esforçar para viver um dia de cada vez e me concentrar apenas no agora, porque é tudo que tenho. E, me ensinou também, que talvez a ansiedade seja minha companheira de mais vários longos anos, portanto, não vou me preocupar em deleta-lá da minha vida; eu devo apenas aprender a conviver com a sua presença. Sei que muitas coisas podem parecer uma grande baboseira, um drama de novela mexicana, mas não é. E, para provar, sugiro que faça uma busca no Google pela palavra “ansiedade” e veja o que os doutores e as pesquisas dizem. Então, por favor, às vezes um abraço vale mais que milhões de palavras. Lembre-se que para nós, a vida é vista de outra perspectiva. Isso não é nosso defeito, significa apenas que somos especiais. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 16:13:47 O CONTRATO SOCIAL E A ARREPIANTE FRIEDLOSIGKEIT http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347308 por Victor Oliveira Qual a relação do Contrato Social e o curioso friedlosigkeit? Entenda como o pacto social nos fornece a "paz". Contrato social é uma teoria filosófica que revela as motivações dos seres humanos se agruparem em sociedades que segundo seus teóricos, se estabeleciam por meio de um “contrato” entre os membros da sociedade com a finalidade preservar a ordem social, por meio de normas socialmente aceitas. Como consequência dessa aceitação o indivíduo perde parte de sua liberdade para ganhar a segurança proporcionada pelo Estado, pois quando o ser humano é inteiramente livre, vive no estado de natureza, portanto mais vulnerável a uma injusta agressão. Os Contratualistas mais famosos são: Thomas Hobbes, John Locke e Rousseau. Para Hobbes e Locke, no estado natural o indivíduo estava constantemente sujeito ao estado de guerra, devido a má índole do ser humano (visão hobbesiana). O que difere na visão dos dois é a finalidade do Estado. Para Hobbes o Estado devia controlar os impulsos dos homens e manter a ordem social, por isso via como ideal um forte governo absolutista. Já Locke, imaginava o contrato social como um conjunto de regras que visava proteger o valor máximo de uma sociedade, no caso a propriedade. Diferente dos demais, Rousseau via o pacto social como um meio para conservar a liberdade. Paira aí uma grande discussão axiológica do que seria liberdade, uma vez que para os dois primeiros filósofos seria ampla e sem qualquer restrição, mas já para o filósofo francês obedecer a uma lei imposta pelos membros da sociedade que anuíram ao pacto social é um exercício dessa liberdade. A partir de agora traço um paralelo ao Direito Penal germânico que possuía um peculiar instituto jurídico de seu direito costumeiro que é a friedlosigkeit. Para as infrações que atingiam mais gravemente a moral e os costumes da sociedade germânica, os litígios penais eram resolvidos mais comumente como na maioria dos outros sistemas jurídicos da época, através da vingança privada ou da sociedade contra o indivíduo infrator (vingança pública). Além disso, um arrepiante costume dessa sociedade era a perda da paz, conhecida como friedlosigkeit. Com ela, após condenado o infrator perdia a proteção jurídica do grupo que pertencia, podendo assim ser perseguido e morto por qualquer pessoa, sem que esta responda por qualquer crime. Enthaupten1.jpg Com isso, fica claro a noção de que o homem se agrupa em sociedade com a finalidade de garantir a ordem e a paz social. No direito alemão em alguns casos podia o infrator ser condenado a perda da paz, tendo assim seu contrato social “rompido” voltando ao estado natural, podendo ser agredido a qualquer momento, uma vez que não possuem mais os direitos socialmente pactuados. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 15:58:42 MORTE, PERDA, SENTIMENTO, RESPEITO http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347307 por Adolfo Brás Sunderhus Filho Passar pelo luto e pela perda não é nada fácil. A dor é intensa, o vazio tremendo. Mas a humanidade tem se perdido, o sentimento tem ficado em segundo plano. O resgate do respeito a dor alheia e ao momento de luto torna-se cada vez mais necessário em uma sociedade de relações cada vez mais superficiais. woman-1246587_1280.jpg A morte sempre é uma experiência traumática para aqueles que estão envolvidos diretamente com a mesma. Para aqueles que não tem ligação, que apenas ficam sabendo do ocorrido deveria, no mínimo, gerar um sentimento de respeito pela dor do próximo. Então, deveria... O que temos visto, cada vez mais, contudo, é uma frieza, uma despreocupação para com o outro que beira o inimaginável. Piadas, ironias são cada vez mais constantes em nossa convivência social. Esquecemos do lado humano das relações, tornamos a convivência mecânica, fria, pragmática. Tal comportamento é algo natural em nossa convivência? Sinceramente, tenho minhas dúvidas. Mas, uma coisa eu tenho certeza: existe uma linha, e ela não é tênue, quando se trata da dor. Não existe bem material, dinheiro, que venha a suplantar a falta que um pai, um marido ou um filho tem na vida de uma pessoa. Desejar a morte, ou a doença de uma pessoa não fica bem. Por mais que nutramos, muitas vezes, um ódio por alguma pessoa, cabe a nós conter o ímpeto, "segurar a língua" (ou os dedos) para evitar de ser desrespeitoso com os sentimentos alheios. A tristeza e o luto atingem as pessoas, estejam elas diretamente ligadas ou não aquele que partiu. O que cabe é o respeito, de forma bem simples e direta. Não cabe, nesse momento, falas como "não fique assim", "você nem conhecia", "os familiares não ficarão desamparados". Em um momento de perda tão grande essas preocupações práticas ficam em segundo plano. Respeitar a dor é tudo que importa. Guarde as piadas e ironias dentro de sua cabeça, é o melhor a ser feito. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 15:51:45 DEIXE O PASSADO PARTIR http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347306 por Simone Guerra A esperança é o pulso da vida, mas esperar por algo ilusório demais, é muita vontade de sofrer gratuito. De Olho no Passado 01.jpg Chega uma hora, sem qualquer programação ou expectativa que você precisa deixar de lado o passado, até mesmo aqueles detalhes mal resolvidos, e recomeçar. Precisamos cortar pela raiz aquelas pontinhas de esperanças, aquele acreditar que não existe e naquela indecisão que nos desinquieta. Se faz necessário, sim, para que possamos renascer pessoas diferentes em lugares novos. Enfim, é preciso deixar para trás o que nunca foi seu ou será. O conflito que existe entre o outro e nós, as promessas nunca cumpridas, as vontades não realizadas, são indicadores de que passou e fez parte da nossa história. Se faz necessário desatar as amarras, soltar as mordaças dos sentimentos não correspondidos e das situações que te travam soltar um brado: "vou ser feliz". Não existe pior massacre com nós mesmos do que sermos alimentados de esperanças onde não existem, inventarmos expectativas soltas no nosso cotidiano e enlouquecermos quando não existe mais um sim. A esperança é o pulso da vida, mas esperar por algo ilusório demais, é muita vontade de sofrer gratuito. É importante voltar ao passado, sonhar, fazer projetos, mas viver de ilusões adversas é muita alucinação para uma pessoa que quer se sentir liberta. Sem o cair na real, fica impossibilitado o começar mais uma vez, pois, o primeiro passo, depende se você quer dar a si mesmo a alegria de se envolver com uma vida melhor. Chega uma hora que é preciso deixar de lado amores platônicos, beijos de sonhos e vontades reprimidas, para abraçar a realidade de que você pode ser melhor ainda com um outro alguém que precisa de recomeço também. É preciso fazer a vida pulsar realidade feliz, mesmo que agora custem algumas lágrimas e muitas decepções. A hora é agora de sair desse seu mundinho mais ou menos, meia boca, em que a opinião alheia é mais importante do que suas convicções sobre o seu viver. Para de escutar todo mundo com conselhos diferentes, porque o que vai te mover, é a sua vontade de se reinventar em outra história. Conselhos são importantes, o outro sempre é bem-vindo, desde que seja referência, e não a salvação. O que nunca foi seu, mesmo que não saia dos seus pensamentos, não vai acontecer como você deseja, e não vai retornar do passado com a mesma intenção de antes. Não tem como! Existem casos que se fazem realidades, é verdade, mas não é com você, então, aceite! Chega desses quereres inspirados em quem já partiu. Aproximar da realidade, encarar a verdade e reerguer com novos propósitos, é a segunda chance que vai te mudar para uma vida toda e te resgatar daquele passado que não te pertence. Tente ao menos levantar e seguir... Chega! É o suficiente! Se liberte! Se invista, pois você é a melhor chance para alguém e não alguém para você! Foto: Google Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 15:47:12 SEXOGRAFIAS http://flog.clickgratis.com.br/portalosaber/347301 por Thiago Loureiro Conviver em um lar cujos moradores vivenciam um relacionamento poliamoroso. Adentrar no mundo dos swingers. Acompanhar a rotina de um pornstar. “Doar” óvulos. Curtir uma “viagem” química transcendental. Conhecer a vida amorosa e profissional de uma transexual. Desvendar segredos, até então, privados dos homens que vivem em cárcere. Sentir prazer por meio da dor e da dominação. Este é o enredo de SEXOGRAFIAS. SEXOGRAFIAS.jpg Conviver em um lar cujos moradores vivenciam um relacionamento poliamoroso. Adentrar no mundo dos swingers. Acompanhar a rotina de um pornstar. “Doar” óvulos. Curtir uma “viagem” química transcendental. Conhecer a vida amorosa e profissional de uma transexual. Desvendar segredos, até então, privados dos homens que vivem em cárcere. Sentir prazer por meio da dor e da dominação. Estas são algumas das experiências reveladas por Gabriela Wiener em seu livro Sexografias. A princípio, talvez o livro passe despercebido nas prateleiras mais distantes das livrarias, ocultando suas porosas páginas, portadoras de um instigante e lascivo conteúdo. Sobretudo, isento de vulgaridade. A grande sacada do livro, talvez, seja revelar aspectos de um tema que ainda é tabu. Tabu exponencialmente acentuado ao ser narrado por uma mulher – o “sexo frágil”, na visão (ainda) de muitos. Gabriela é uma mulher peruana, cuja identidade perpassou uma cultura opressora e de objetivifação à figura feminina. Formou-se como jornalista, foi viver um tempo em Barcelona. Por meio do “jornalismo gonzo” – aquele cujo repórter participa ativamente das matérias, Gabriela ao mesmo tempo, nos seduz e nos provoca com suas histórias. Ao tratar de um tema como o comportamento sexual, um exemplo “corriqueiro” pode despertar a reflexão acerca da subsunção da mulher em relação ao homem: o homem é “educado” para liberar seu comportamento. Como revelado pelo ilustre professor Karnal, culturalmente, o pai tem orgulho do filho que inicia sua vida sexual. Se este tiver uma vida sexual ativa, melhor ainda: temos um “garanhão”, um “tigrão” (animais cuja conotação é positiva – associados à ideia de beleza, de força, de virilidade). Em contrapartida, a mulher, não raramente, procrastina a sua vida sexual em função da repressão que a cerceia. Ao contrário do homem, se esta optar pela vida sexual ativa, é posta como frívola. Apelidada de galinha, cadela ou piranha (animais com conotação negativa, senão, pejorativas). Assim, a linguagem parece reiterar aquilo que é justaposto: o prazer é digno do homem; à mulher, resta a submissão. O livro nos convida a refletir sobre o comportamento sexual e, paralelamente, sobre a repressão e a misoginia em diferentes matizes. Abaixo, uma prévia do que encontrar em Sexografias. - Guru e família: o capítulo põe em xeque todo e qualquer (pré)conceito acerca de uma relação poliamorosa entre um guru do sexo e suas seis companheiras. A despeito da aparente impressão de subsunção destas mulheres ao seu homem, conhecê-los em suas intimidades, revela que a primeira impressão não é a que fica. - O planeta dos swingers: tire a venda de sua timidez, assim como Gabriela que, ao adentrar neste mundo, percebeu que ali também existem regras (mesmo que implícitas) e que a liberdade não se confunde com libertinagem. Sim, há relações matrimoniais que completam bodas neste planeta e, segundo a escritora, mais fiéis (“ipesis literis”) que os tradicionais matrimônios ocidentais. - Trans: perceber que o sonho de emigrar de um país conservador para outro liberal e vislumbrar uma vida “digna”, para uma trans, neste caso não passou de romantizar uma realidade que se concretiza como miserável e aviltante. Na vida notívaga de Bois de Boulogne, a jornalista tem a oportunidade sentir como vive o lumpem parisiense no submundo da prostituição. - Nacho transa com quinze: como se dá a vida de um profissional da pornografia que angariou o status de “estrela” nesta constelação - nada brilhante. - Bem vindos à minha webcama: abraçar com a proximidade sem cheiro, a suavidade sem tato e a nudez sem corpo. Nesta tarefa, Gabriela parece descobrir desejos e predicados que estavam ocultos e, que depois de polinizados, parecem eclodir em seu alter. A arte do sexo virtual envolta porém, por um plus – as cifras. - Adeus ovozinho. Adeus: pasmem com a mercantilização que abarca reprodução assistida. Descobrir que a sua ascendência ameríndia, por si, faz o seu valor despencar na Nasdaq dos embriões. Nesta dicotômia entre o in-vivo e o in-vitro, perpassam também, verdadeiras agressões endocrinofisiológicas . - Viagem com ayahuasca: a viagem transcedental monitorada que pode lhe fazer sentir prazeres inimagináveis. É bom saber porém, que às vezes pode rolar uma depuração biológica ou até uma bad trip. - Duas formas de (não) ser puta em Lima: Gabriela revela – “e que mulher não sonhou em ser puta pelo menos uma vez na vida, alucinando os homens, com vestidos cheios de luz”. Pois é, o sonho passou e ela ficou petrificada. Outros capítulos ainda, enriquecem Sexografias que, certamente, induzirá o leitor a pensar sobre o comportamento sexual contemporâneo. Talvez lhe cause espanto. Talvez risos. Talvez curiosidades. Talvez repulsas. Talvez desejos. De qualquer modo, o tema que se coloca permeia a nossa vida, aceitemos ou não. Ninguém é obrigado a aceitar nada. Nem nós, tampouco a garota que nasceu em Lima cerceada por tantos fardos sociais, culturais e pessoais. O que não nos dá o direito de desrespeitá-la, de agredi-la. Vale ressaltar que, do ponto de vista psicanalítico, as agressões andam de mãos dadas com o desejo. E por falar em ponto de vista, Leonardo Boff nos esclarece: “todo ponto de vista é a vista de um ponto”. Respeitar a visão e as vivências da mulher que, através da grafia e na armadura de jornalista, parece se empoderar e transgredir aquilo que lhe fora imposto no pretérito. Sem a intenção de soar arrogância, sequer ser auspicioso, se essa ideia parece lhe incomodar demais, ao ponto de ser perturbador, trocar umas ideias com os intermediários de Freud seria, eufemisticamente, interessante. A propósito, Gabriela é “casada”. Casamento não circunscrito aos enquadramentos sociais formais. Mas sim, é “casada”. Vive em Madri, com Jaime, seu marido, Rocío, namorada de ambos, e Lena, filha do “tricasal”, na definição da própria filha. Quem sabe o que virá a germinar das narrativas de Gabriela? Não sabemos. Mas podemos fazer um esforço para imaginar. Na fertilidade imaginária, pensar que este tema – o comportamento sexual – esteja cada vez mais em pauta nas discussões. Entre provocações, debates e reflexões, germina a esperança de que o assunto se prolongue e ultrapasse os perímetros dos botecos, dos chats virtuais ou mesmo dos feudos universitários e que avancem para diferentes espaços de socialização. Lima, Barcelona e Paris foram alguns dos cenários de Gabriela, que agora, chegam a tantos outros lugares. A peruana Gabriela Wiener (1975) é jornalista e autora de livros de contos, poesia e reportagem. Atualmente é colunista no El País. Seu trabalho costuma ser autobiográfico. Sexografias foi um dos destaques da FLIP em 2016. Fonte: Portal Obvius – Link da Fonte: http://obviousmag.org/ 2016-10-04 15:20:54